Foz do Iguaçu: LOCKDOWN. AUMENTAM OS PROTESTOS CONTRA O “FECHA TUDO”. NOVO PROTESTO ESTÁ MARCADO PARA AMANHÃ, SEXTA (05)

Pressionado pelas manifestações nesta quarta-feira, prefeito se reuniu com lideranças empresariais e a direção da ACIFI na sede da entidade, e sinalizou com “relaxamento” do lockdown. Mas, após a reunião, foi anunciado o limite para 30% da capacidade de pessoas nos supermercados. Presidente da Câmara Municipal estava presente e pediu flexibilização das medidas. Protestos continuarão nesta sexta-feira na porta da prefeitura.

Aumentou, nesta quarta-feira (3), a onda de protestos contra o prefeito de Foz do Iguaçu, Francisco “Chico” Brasileiro. As manifestações que começaram na semana passada foram reforçadas com atos na prefeitura contra o lockdown, decretado no sábado por um período de oito dias, podendo ser prorrogado. O movimento que já era intenso nas Redes Sociais ganhou as ruas e terá nova mobilização amanhã (sexta, dia 05), defronte a prefeitura, a partir das 10h.

Pressionado – Após a onda de protestos iniciada em Foz do Iguaçu contra o lockdown, o prefeito Chico Brasileiro compareceu em reunião na Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu (ACIFI), onde, além da direção da entidade, se fizeram pressentes as associações de turismo, comércio, hotéis, bares e restaurantes, que expuseram ao prefeito a necessidade de alternativas de flexibilização dos decretos estadual e municipal que suspenderam o funcionamento de atividades não essenciais até o dia 8 de março, visando conter a disseminação da covid-19, suspensão essa que pode ter o prazo estendido.

A reunião do prefeito na Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu (ACIFI) nesta quarta (03)

O empresariado apresentou ao prefeito as demandas dos setores impactados com a suspensão de atividades e foi requerido que ao chefe do Executivo municipal, para que se mantenha o diálogo sobre alternativas viáveis de flexibilização das medidas, de tal forma que se esteja em consonância com as medidas estabelecidas pelo governos Estadual e Municipal.

Também foram pauta da reunião, o decreto de lockdown de Chico Brasileiro, o qual é mais rígido do que o estadual, medida local que foi tomada sem que previamente fossem ouvidos os representantes empresariais e demais setores da sociedade civil organizada do município.

O presidente do Legislativo Municipal, Ney Patrício, se fez presente na reunião da ACIFI nesta quarta (03)

Legislativo Presente – O presidente da Câmara Municipal, Ney Patrício (PSD), que participou da reunião do prefeito Chico Brasileiro com a ACIFI, cobrou: “A Câmara de Foz, em nome dos 15 vereadores, reitera a necessidade de construirmos uma proposta de reabertura gradual do comércio neste período de lockdown, determinado pelo decreto estadual”.

Retomada da reunião –Dando continuidade a reunião desta quarta-feira, está marcado para esta quinta-feira, 4 a retomada das conversações, entre Chico Brasileiro, a Câmara Municipal, ACIFI e demais entidades, quando o prefeito deverá, a princípio, apresentar uma proposta com novas regras para reabertura gradual em breve.

Promessa –  Apesar do compromisso assumido na reunião na ACIFI nesta quarta (03), Chico Brasileiro, após a reunião, no mesmo dia, determinou mais uma regida medida: a redução do número de pessoas em supermercados para 30% da capacidade de cada um desses estabelecimentos.

Tendência – Sem data marcada, a tendência, segundo participantes da reunião da ACIFI que pediram para não serem identificados, é de que realmente o prefeito Chico Brasileiro anuncie, ainda nesta semana, a flexibilização das medidas que passaram a vigorar com o decreto do lockdown local. “O anúncio poderá acontecer até esta sexta-feira, esperamos, mas não se sabe a partir de quando começará a flexiblização e se o prefeito decretará a prorrogação ou não do lockdown,. Pode ser que com as manifestações que ocorreram e que deverão ocorrer, ele (Chico Brasileiro) não demore para tomar a decisão para não desgastar mais ainda…”, disse uma das fontes do IGUASSU News, presente na reunião.

Presenças – Além do prefeito Chico Brasileiro e seu staff e do Chefe do Poder Legislativo de Foz – Ney Patrício, o presidente Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (ACIFI), Faisal Ismail; o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Foz do Iguaçu e Região (Sindhotéis), Neuso Rafagnin; o presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur), Yuri Benites; e o presidente do Visit Iguassu, Felipe Gonzalez.


Protesto & Protestos…

Revoltados com o lockdown imposto pelo prefeito Chico Brasileiro e pelo governador Ratinho Júnior, manifestante protestaram na manhã desta quarta-feira (03) do ato contra o lockdown em Foz do Iguaçu. Após a concentração na frente da Prefeitura, os manifestantes caminharam até a Câmara Municipal. Entre os que protestavam, empresários, lideranças de classes e trabalhadores que pedem a flexibilização das medidas extremas impostas pelo decreto do prefeito Chico Brasileiro. O prefeito não recebeu os manifestantes e nem se pronunciou sobre o ato.

Nesta sexta-feira (05), as 10h, acontece uma nova mobilização defronte a prefeitura, conforme convoca banner nas Redes Sociais:


Apoio

No protesto da quarta (03), que se fez presente ao lado dos manifestantes foi o deputado estadual Soldado Fruet do PROS (na foto ao lado, concedendo entrevista ao Record). Mesmo depois de passar por uma complexa cirurgia no último dia 22, da qual se recupera, o deputado Soldado Fruet esteve na mobilização.

“Sempre disse, que nunca sairia do lado de vocês. E não saí. Entendo que sou um deputado independente. Ou se está do lado do povo, ou do lado do Executivo. Tem que ser independente para quando tiver que vir brigar pelo povo, ter essa autonomia. Muito me entristece não ter nem o prefeito nem o vice-prefeito aqui para ouvir vocês. Por que agora vocês são diferentes? Por que mudou o discurso?”, questionou Fruet.

Assista – PRONUNCIAMENTO DO DEPUTADO FRUET AOS MANIFESTANTES NA CÂMARA MUNICIPAL:

No MP – O deputado condenou o tratamento diferenciado que a prefeitura vem adotando na fiscalização. “Não da para multar um lugar com duas pessoas, e deixar acontecer evento com 150 pessoas e ficar só na orientação. Queremos esclarecimento e isso vai para o Ministério Público”, completou.

PRESSÃO NOS VEREADORES

Com gritos e palavras de ordem, os manifestantes seguiram da prefeitura para a sede da Câmara Municipal. De acordo com informação repassada pelo Soldado Fruet, “parece que ontem foi conversado com o Ney Patrício (Presidente da Câmara). Tomara que o prefeito esteja sensível a isso e flexibilize para o povo trabalhar. Não adianta fechar uma pequena loja que entra poucas pessoas por dia e deixar um supermercado que passa quase 1000 pessoas em meio período e não há controle algum”, reforçou o deputado.

Durante o protesto na frente da Câmara, o vereador Cabo Cassol (foto ao lado) declarou apoio aos protestos.

“Da minha parte, estou defendendo a população e vou até o final. Em relação ao tratamento precoce (prevenção da Covid que inclui a vacinação), já entramos com o documento para termos aqui em Foz. A nossa saúde é tratada de forma amadora. Entra gestor e sai gestor e a saúde é empurrada com a barriga. E aí se não nos prepararmos, e a economia não funcionar, vamos virar uma Venezuela”, alertou Cassol.


Voz do Povo: MANIFESTANTES CONDENAM ATOS DO PREFEITO

Vários vídeos foram postados durante o dia nas redes sociais mostrando a mobilização. Em um deles, Lauro Vieira, disse que são duas pautas: “Liberação de 100% de todo o comércio de Foz. Todo o comércio e todos os seguimentos são essenciais para nossa vida. O povo trabalhador e honesto de Foz quer o trabalho e a vida”. A outra pauta é o tratamento como prevenção da Covid. “Vamos comprar medicamentos (vacinas) para a prevenção da população, e não caixões. Temos que sentar com seja quem for para resolver isso o mais rápido possível”.

Joelson Freitas declarou que o povo apenas quer trabalhar. “Não da para sacrificar todos por causa desse povo que não quer nem saber, que faz festa clandestina. Esse pessoal não vai parar. Agora não pode sacrificar o povo honesto, ordeiro, que cumpre as leis e as normas”.

Outro manifestante, conhecido como Bressan, que atua com lanchonete e quadra de esporte declarou: “Estamos aqui na luta. Os comércios todos fechados fazem a cidade agonizar. Creio que fechar, de nada adianta. Temos que trabalhar. Que abra com limitação de capacidade, 30% ou 50%. Mas parar, não dá”, opinou.

(Da Redação do IGUASSU News com AMN e Assessoria da CMFI)

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