Pandemia: ANVISA DECIDE NESTE DOMINGO SOBRE USO EMERGENCIAL DE VACINAS NO BRASIL

Duas vacinas, Coronavac e Oxford, vão ser avaliadas em votações separadas. A análise começa pela Coronavac porque, seguindo a ordem, foi a primeira a apresentar o pedido de uso emergencial.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem “dia D e hora H” para decidir sobre a liberação da vacina contra o novo coronavírus no Brasil: este domingo (17), a partir dàs 10 horas da manhã, quando haverá votação da Diretoria Colegiada, formada por 5 diretores.

Todos os holofotes estarão voltados para a agência, que está preocupada com não deixar dúvidas sobre o caráter técnico da decisão.

Estima-se que a reunião dure 5 horas. Tudo será transmitido pela TV e pela internet. Pela previsão, técnicos da Anvisa vão apresentar dados em um painel e todos os diretores devem falar, na hora do voto, em um tipo de prestação de contas em meio à politização do tema.

Há promessa de falas curtas, com vocabulário mais simples, para facilitar a compreensão das pessoas.

As duas vacinas, Coronavac e Oxford, vão ser avaliadas em votações separadas. A análise começa pela Coronavac porque, seguindo a ordem, foi a primeira a apresentar o pedido de uso emergencial.

A reunião será no auditório da Anvisa, em Brasília, porém sem público. Haverá a presença somente de diretores, técnicos e alguns assessores. A previsão é de que haverá distanciamento entre eles para não lotar o espaço.

Todas as reuniões do colegiado são sempre transmitidas ao vivo pela internet, algumas já duraram bem mais tempo, chegando a 12 horas.

Desta vez, como ressalva para que não ocorram interrupções em uma eventual sobrecarga da rede, a Anvisa fechou parceria com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para que tudo seja transmitido pela TV. Isso nunca ocorreu antes. Uma reunião marcada para domingo também é novidade.

A reunião seguirá quatro etapas, basicamente:

 1 – Manifestações de áreas técnicas da Anvisa sobre dados das vacinas;

 2 – Voto da relatora dos pedidos, Meiruze Sousa Freitas, que ocupa a segunda diretoria, responsável por vacinas. Ela é servidora de carreira da Anvisa desde 2007, especialista em tecnologia farmacêutica e habilitação em análises clínicas;

3 – Voto dos outros 4 diretores, que poderão concordar ou discordar. Não cabe a apresentação de relatórios avulsos, apenas exposição de justificativas;

4 – Publicação do resultado no site da Anvisa. Não é necessária divulgação em Diário Oficial da União.

A decisão passa a valer a partir do momento em que os interessados, Instituto Butantan ou Fiocruz (ou os dois, dependendo do resultado), forem notificados.

(Da Redação com CNN)

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