Turismo Doméstico: RECUPERAÇÃO GRADUAL ACONTECE EM TODO O MUNDO

No Brasil, atualmente, as viagens realizadas por motivos de trabalho/corporativos já chegaram a quase metade dos níveis pré-pandemia.

O setor de turismo tem sido um dos mais afetados no país e perdeu mais de R$ 55 bilhões em 2020 por conta da pandemia, de acordo com dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). O faturamento de hotéis e pousadas foi 36% menor que em 2019.

Pesquisa divulgada recentemente pela plataforma Booking.com revelou que 81% dos turistas brasileiros desejam viajar dentro do país assim que as restrições forem suspensas e 33% planejam ir para lugares mais distantes.

Já segundo relatório elaborado pelo Mastercard Economics Institute, intitulado “Recovery Insights: Ready for Takeoff?”, no Brasil, a quantidade de voos domésticos reservados em maio já demonstra uma recuperação, com 64% do total registrado no último trimestre de 2019 – de acordo com a análise, um quinto dos países retornou a pelo menos 90% dos níveis pré-pandêmicos em relação aos voos domésticos.

No entanto, enquanto alguns – como EUA (onde os níveis já são 3% maiores do que eram antes da pandemia), Austrália e França – estão excedendo as reservas de voos domésticos pré-pandêmicos, outros – como Canadá, Tailândia e Nova Zelândia – mostram apenas uma fração de onde estavam antes do início da pandemia. No caso dos voos internacionais, a situação é diferente: nos EUA, a quantidade já chega a 78% dos níveis registrados no fim de 2019, ao passo que no Brasil esse montante é de apenas 29% em relação ao mesmo período. Essas diferenças se explicam, dentre outros fatores, pelas restrições de viagens impostas por diversos países, devido à pandemia.

O relatório baseia-se na atividade agregada e anônima de vendas em toda a rede global da Mastercard para entender melhor a próxima fase das viagens, com seus motivadores e desafios. Isso inclui o equilíbrio entre lazer e negócios, local e longa distância, e economia e gastos. O relatório também analisa as categorias de gastos que estão mostrando aumento e o que elas sinalizam para a recuperação das viagens.

Segundo o estudo, no Brasil, atualmente, as viagens realizadas por motivos de trabalho/corporativos já chegaram a quase metade (45%) dos níveis pré-pandemia, enquanto as por lazer ou outras razões ainda estão em um terço (33%). Situação bem diferente dos EUA, onde embora ainda haja espaço para recuperação dos voos corporativos (que chegaram a 64% dos níveis pré-pandemia), a quantidade de viagens de lazer já é 18% maior do que os níveis registrados no último trimestre de 2019.

O consumo de combustível também aumentou globalmente 13% em relação ao pico anterior em 2019. Atualmente, no Brasil, os gastos com gasolina são 31% maiores do que eram no último trimestre de 2019, indicando um maior número de viagens terrestres (nos EUA, para fins de comparação, esses mesmos gastos são 75% maiores em comparação com o mesmo período). O consumo de combustível por parte de companhias aéreas, no entanto, ainda é baixo: no Brasil é atualmente 80% menor do que era no fim de 2019, enquanto nos EUA é 27% menor.

 

(Da Redação com Monitor Mercantil)

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