Foz do Iguaçu: ‘TEM ESQUEMA DE CORRUPÇÃO NO FOZHABITA’…

Novas evidências reforçam existência de possível esquema criminoso na autarquia municipal incumbia da política habitacional e fundiária do município.

O IGUASSU News recebeu informações sigilosas que reforçam os indícios de possível esquema de corrupção no Instituto de Habitação de Foz do Iguaçu. Os dados enviados à redação trazem fortes evidências das manobras administrativas e nomeações estratégicas de pessoas que seriam ligadas a um grupo de advogados, organizado para obter vantagens milionárias no governo do prefeito Chico Brasileiro.

O esquema teria como principal foco de atuação o programa municipal de regularização fundiária. O interesse estaria na alta movimentação financeira do negócio, uma vez que os custos para cada regularização seriam de R$ 2.800. Considerando que Foz do Iguaçu tem 9 mil famílias esperando a regularização, isso representaria um montante de aproximadamente R$ 25 milhões.

As primeiras denúncias recebidas publicadas pelo IGUASSU News dão conta de direcionamento para determinado grupo de advogados que teria dentro do Governo uma representante para atender aos interesses –  Elaine Ribeiro de Souza Anderle, que havia chefiado o Fozhabita na primeira gestão e foi renomeada mês passado pelo prefeito Chico Brasileiro como diretora-superintendente do da autarquia municipal. Elaine é de extrema confiança do prefeito e faz parte do governo desde o início, sempre ocupando cargos estratégicos. Ela também foi nomeada pelo prefeito como presidente da Comissão Municipal de Regularização Fundiária.

Limpando o trecho – Aumentando as suspeitas sobre o suposto esquema, assim que Elaine assumiu o comando da autarquia como diretora superintendente, foi exonerado o diretor Administrativo e Financeiro do Instituto, Joel Batista da Silva, o que segundo fontes deste portal de informações, o foi em razão para melhor “estruturar” o suposto esquema ilegal no programa governamental de regularização fundiário do município de Foz do Iguaçu.

Para o lugar de Joel da Silva, foi nomeado Vinícius Teixeira Monteiro, que já fazia parte do governo na diretoria extraordinária de Mobilidade Urbana. 

Com o novo comando do Fozhabita, também foi exonerada Maria Luiza Silveira Constâncio, que ocupava o cargo de Assessora Técnica Especial, cargo subordinado diretamente à diretora-superintendente. No lugar nomeou Helena Maris Lavratti Eckert. Na mesma data Elaine exonerou outro assessor da diretora anterior. Desligou do cargo Ericson Philippsen Varella.

INTERESSES COMUNS PARA VIAGENS E DIÁRIAS PAGAS COM DINHEIRO PÚBLICO

Entre as novas informações recebidas pelo IGUASSU News de nossas fontes, estão as que apontam que Elaine Anderle e o diretor administrativo do Fozhabita, Vinícius Monteiro, seriam advogados de um mesmo escritório em Curitiba, o qual seria especializado em regularizações fundiárias. Como parte preparatória do esquema, ainda segundo nossas fontes, os dois fizeram vários cursos em regularização fundiária, o que pode ser comprovado nas inúmeras viagens que constam no Portal da Transparência.

“É só ver no Portal da Transparência com as despesas em diárias e passagens, dinheiro altíssimo pago pela população para graduar esse pessoal em cursos de regularização fundiária para benefício privado. O ex-assessor na primeira gestão de Elaine junto ao Fozhabita e atual Diretor Administrativo da autarquia e advogado Vinicius Teixeira Monteiro desde aquela época fazia parte da turma. Ele está por trás também de todo esse esquema da regularização fundiária…”, afirma a fonte do IGUASSU News. “O Ericson e Maria Luiza foram exonerados porque eram linha de frente no processo de regularização fundiária, e contrários aos planos da Elaine.”, complementou nossa fonte.

SILVIA “ERA FANTOCHE” DE ELAINE

A advogada Elaine Anderle assumiu a superintendência em lugar de Silvia Aparecida Palandi de Souza, que em seguida foi acomodada pelo prefeito na Diretoria Extraordinária de Orçamento Participativo e Relações com a Comunidade. O cargo comissionado é subordinado à Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Relações com a Comunidade, outra pasta mantida pelo prefeito, tido como cabide de emprego tido desde o primeiro mandato de Chico Brasileiro, quando teria sido “inventado” para, segundo lembra nossa fonte, “…para acomodar a primeira-dama e hoje secretária de Saúde, Rosa Jerônymo.”, disse nosso colaborador que pede para ter o nome preservado.

“Quando Silvia era a diretora, sempre obedeceu ordens vindas da Elaine Anderle (fato notório por muitos servidores) ou seja Elaine mandava no Fozhabita, usando Silvia de fantoche”, consta nas informações que chegaram à redação.

CONVÊNIO LEVANTA MUITAS SUSPEITAS

Conforme já divulgado pelo IGUASSU News, a nomeação da nova diretora-superintendente do Fozhabita, a advogada Elaine Ribeiro de Souza Anderle, está diretamente relacionada a um dos maiores doadores de campanha do prefeito, o também advogado Aquile Anderle, ex-marido de Elaine.

Na campanha da eleição para prefeito em 2016, Aquile doou R$ 28 mil para Chico Brasileiro. Em 2020 o advogado doou mais R$ 25 mil. As informações constam no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no campo divulgação de candidaturas e contas. Com essas informações, a nomeação seria, segundo fontes deste portal deste informações, uma compensação pelo apoio financeiro durante a campanha.

“A recondução de Elaine ao cargo maior do Fozhabita é para agilizar o ‘esquemão’ da regularização fundiária.”, reforça a fonte do portal.

Injustificável – Outra informações intrigante recebida pelo IGUASSU News é a que consta na página 44 do Diário Oficial de 21/10/2020, mostrando que a empresa que firmou convênio com o a prefeitura para fazer a regularização fundiária, foi criada em 20/02/2020, sendo que o importantíssimo e vultuoso convênio foi firmado em 13/10/2020, quando a inexperiente empresa tinha apenas 8 meses de criação…

“Não poderia uma empresa criada havia menos de 8 meses sem qualquer processo licitatório querer fazer a regularização aqui em Foz do Iguaçu. É muita cara de pau!”, indignou-se a fonte.

Muita Coincidência – “O nome da empresa é: PROPRIEDADE LEGAL REGULARIZAÇÕES FUNDIÁRIAS. Nada autêntico, pois o nome do programa de regularização se chama ‘Moradia Legal’, e seria viável se em algum município do Estado não houvesse órgão de Habitação que teria como atribuição fazer as regularizações.

Coincidência Demais – Nos documentos constam que os sócios administradores da empresa são Ardisson Naim Akel e Naim Akel Neto. A fonte também enviou documentos comprovando o endereço da empresa que seria “…exatamente o mesmo do escritório de advogados em Curitiba. O endereço é Rua da Glória, 414  – Bairro Alto da Gloria – Curitiba (PR).”, informa a fonte. “Elaine, além de manter em Foz escritório com o ex-marido, Aquile Anderli, na Avenida Paraná, quase esquina com a Xavier da Silva, também mantém escritório na capital…”, agrega.

MANOBRAS PLANEJADAS?

As denúncias recebidas pelo IGUASSU News também indicam uma manobra para precarizar um determinado serviço do Fozhabita e, com isso, abrir espaço para a terceirização das regularizações, um negócio muito lucrativo para o grupo. “Pouco antes da primeira saída dela (Elaine) do Fozhabita, venceu o contrato de topografia. Isso é indispensável para realizar as regularizações fundiárias. Ela então determinou a pregoeira e ao setor administrativo para não aditar o contrato”, consta da denúncia encaminha a este portal.

Segundo a fonte, “…desde então, ou seja, a mais de um ano o Fozhabita não fez processo para contratar topógrafo. E com isso, essa é a justificativa para contratar a tal empresa. Até hoje o Fozhabita não tem topografia. Sempre foi uma empresa terceirizada do Sr. Moacir que prestava esse serviço.”, diz. “Tem envolvimento de um sobrinho da primeira-dama, Rosa Jerônimo, para facilitar o processo no Tribunal de Justiça do Estado (PR).”, afirma ainda.

Silêncio Ensurdecedor – “O vereador Galhardo rugiu como um ‘leão’ no púlpito da Câmara sobre algumas coisas do esquema na regularização fundiário de Foz, mas parou nisso. Agora tá lá, mansinho igual um gatinho. Nossos vereadores não cumprem com o dever deles de investigar. Ficam enganado com indicações ao prefeito, moções de aplauso, estudos que não levam a nada, e nada de investigação e CPI para apurar fatos como os que estão acontecendo no Fozhabita. Até o Cabo Cassol, que se diz de oposição, não investiga nada que passe da altura do joelho do prefeito… Ele (Cassol) Joga para a torcida pensar que está fiscalizando de verdade, mas o que de realmente concreto faz com resultado? Se a bancada do ‘amém prefeito’ não deixa que se investigue o prefeito e seus nomeados, por que os vereadores de oposição não leva as denúncias para o Ministério Público? É muito esquisito… Com tudo isso que já é de conhecimento público, o que esperam os vereadores para fazer seu dever de fiscalizar os atos do Poder Executivo? Tem esquema de corrupção no Fozhabita e ninguém faz nada!”, cobra nosso colaborador que mantemos no anonimato.

 

Contraditório: Para que qualquer dos citados possa se manifestar em relação ao que ora publicamos, o IGUASSU News disponibiliza espaço para tanto, o que deverá ser por escrito. Nosso e-mail para envio de manifestações é contato@iguassunews.com .

(Da Redação)

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