Política: SÉRGIO MORO MIRA DISPUTAR ELEIÇÕES NO PARANÁ

Depois de problemas no TRE de São Paulo, por conta de domicílio eleitoral, o ex-juiz sinaliza estar de olho em participar do pleito no Estado.

Não dá para negar que Sérgio Moro (União Brasil) é insistente. Depois que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), não reconheceu São Paulo como domicílio eleitoral, o ex-juiz agora mira disputar as eleições de 2022 como candidato ao Senado pelo Paraná.

Ao que tudo indica, nem Moro, nem seu partido político pretende recorrer a decisão do TRE de São Paulo o que reforça rumores de que a estratégia agora é buscar o eleitorado do Estado natal do ex-juiz.

De acordo com publicação da Folha de São Paulo, aliados de Moro dizem que ele pretende avaliar pesquisas de intenção de votos antes de decidir seu futuro político. Não está descartada também a busca por uma cadeira na Câmara Federal.

Já a esposa de Sérgio Moro, a advogada Rosângela Moro caminha para ser candidata a deputada federal por São Paulo. Integrantes  do União Brasil visualizam que Rosângela seja uma puxadora de votos para o partido.


Entenda como recusa do TRE à candidatura de Sergio Moro por SP pode impactar eleições no Paraná

Possíveis pré-candidaturas de Moro e Álvaro Dias (Podemos) para o Senado devem criar disputa e ‘troca de acusações’, segundo especialista; veja lista de pré-candidatos ao cargo. Possível candidatura como deputado federal pode atingir ex-coordenador da Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol.

O cenário das eleições deste ano no Paraná pode ter mudanças depois do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitar a transferência de domicílio eleitoral do ex-juiz Sergio Moro(União Brasil) para o estado paulista. Sem poder concorrer por SP, o ex-ministro de Bolsonaro deve pleitear vaga para o Senado no Paraná, estado de origem de Moro. Um anúncio do ex-juiz está marcado para a próxima terça-feira (14), em Curitiba.

Álvaro Dias, um dos “padrinhos” do ex-juiz

Caso se concretize o cenário de disputa ao Senado, ele pode concorrer a uma vaga junto ao senador Álvaro Dias, um dos “padrinhos” do ex-juiz na ideia de lançá-lo à presidência pelo Podemos. Até a publicação desta reportagem, nenhum dos dois havia confirmado a pré-candidatura.

Para o cientista político Bruno Bolognesi, uma vez confirmada a presença de ambos na corrida pelo Senado, o cenário deve ser de mudança. Bolognesi entende que, enquanto o Paraná, tradicionalmente, “tem menos surpresas nos resultados das eleições, a concorrência entre ambos pode provocar agitação”, em especial neste ano que há apenas uma cadeira vaga para o cargo.

“Muda substancialmente por vários fatores. Pelo fator dele ser daqui, dele ter ganhado fama nacional a partir da atuação dele aqui no Paraná. No meio, o Álvaro Dias também trabalha com a imagem anticorrupção que Moro está associado. Me parecia que o Álvaro teria favoritismo para disputar o Senado, e se for confirmada a candidatura do Moro, ele passa a ter uma concorrência do mesmo nicho, com o mesmo discurso. A tendência é que se tenha uma disputa mais acirrada”, analisou.

De aliado a possível concorrente

O especialista também analisou a mudança envolvendo Álvaro e Moro que passaram de “aliados” a possíveis concorrentes por uma cadeira. Isso porque, depois da filiação ao Podemos em novembro do último ano, Moro deixou a legenda com menos de seis e entrou para o União BrasilO partido escolheu Luciano Bívar como pré-candidato à presidência.

“A estratégia mais provável é que tenha algum confronto, alguma frente de acusação justamente por esse histórico. Nesse momento, com a possível entrada do Moro, deve se iniciar um jogo político bastante grande no Paraná”, afirmou.

Conforme Bolognesi, mesmo que o ex-juiz não opte pela disputa ao Senado, mas por uma vaga como deputado federal pelo Paraná, um outro nome pode ser impactado: o do ex-coordenador da Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol (Podemos).

Isso porque, conforme o especialista, assim como no caso de Álvaro Dias, o ex-juiz e o ex-procurador também estão no mesmo nicho.

“É possível, mas menos provável, porque candidatura a deputado federal tem mais espaço, mas tem um certo impacto. É uma eleição que dá para ter uma estratégia de dobradinha, mas é difícil ele sair candidato sem interferir porque é o mesmo nicho, pode dividir votos”, frisou.

Senado no Paraná

Neste ano, o Paraná abre uma vaga na representação do estado no Senado Federal. A cadeira em disputa pertence ao congressista Álvaro Dias, que deve estar na disputa.

Até a publicação desta reportagem, pelo menos, oito nomes haviam confirmado a pré-candidatura ao cargo. O PSOL ficou de fazer o anúncio neste sábado (11).

Veja os pré-candidatos confirmados ao cargo:

  • Aline Sleutjes (Pros)

  • Dr Rosinha (PT)

  • Edenilson Rossi (MDB)

  • Guto Silva (PP)

  • Lucidio Rosset (MDB)

  • Paulo Martins (PL)

  • Orlando Pessutti (MDB)

  • Valdemar Bernardo Jorge (Republicanos)

(Com Diário do Estado e G1)

 

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