Economia: DÓLAR RECUA ENQUANTO MERCADO AGUARDA DECISÕES DE JUROS NA “SUPER QUARTA”

Expectativa dos investidores é que taxa de juros dos Estados Unidos suba 0,75 p.p., enquanto a brasileira seja mantida.

dólar caía 0,21%, cotado a R$ 5,141, por volta das 9h25 desta quarta-feira (21), com o real mantendo um ciclo de queda apoiado na entrada de investimentos estrangeiros conforme o mercado brasileiro é considerado mais atraente. Mesmo assim, os investidores seguem cautelosos à espera das decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil.

O encontro do Federal Reserve deve dar novos sinais sobre os próximos passos do ciclo de alta de juros no país. O mercado passou a projetar uma postura mais agressiva após um dado de inflação de agosto que veio acima do esperado.

Uma alta de 0,75 ponto percentual nos juros em setembro ainda é a opinião majoritária do mercado, mas o dado abriu margem para apostas em uma elevação ainda maior, de 1 p.p.

Além disso, levou a apostas de um ciclo mais duro, com altas maiores em novembro e dezembro. Com isso, o cenário ficou mais positivo para a moeda norte-americana.

O Brasil também definirá sua taxa de juros, com reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A expectativa do mercado é que a Selic seja mantida em 13,75%, com fim do ciclo de alta, mesmo após falas de dirigentes da autarquia abrirem margem para apostas em uma última elevação de 0,25 p.p.

Na terça-feira (20), o dólar teve queda de 0,25%, a R$ 5,153. Já o Ibovespa subiu 0,62%, aos 112.516,91 pontos.

Sentimento global

A aversão global a riscos dos investidores, desencadeada por temores sobre uma possível desaceleração econômica generalizada devido a uma série de altas de juros pelo mundo para conter níveis recordes de inflação, tem variado de intensidade dependendo das expectativas sobre o ciclo de alta de juros nos Estados Unidos.

O processo de elevação da taxa norte-americana continuou em julho com uma nova alta de 0,75 ponto percentual.

Entretanto, o Federal Reserve sinalizou que poderia realizar altas menores conforme a economia do país já dá sinais de desaceleração, buscando evitar uma recessão.

Os juros maiores nos Estados Unidos atraem investimentos para a renda fixa do país devido a sua alta segurança, e favorecem o dólar, mas prejudicam os mercados e as bolsas ao redor do mundo, inclusive as norte-americanas.

Os investidores monitoram ainda a situação da economia da China, que também dá sinais de desaceleração ligados a uma série de lockdowns em cidades relevantes.

A expectativa é que o governo chinês intensifique um esforço para estimular a economia, enquanto enfrenta dificuldades para reverter um quadro de baixo consumo pela população, o que impacta a demanda do país por commodities.

Mesmo assim, o Ibovespa e o real encontraram recentemente espaço para recuperação com uma melhora de humor do mercado, apoiada nas perspectivas positivas para as commodities, um cenário econômico doméstico mais forte e uma redução da percepção de riscos em relação às eleições.

Esse quadro, entretanto, é limitado dependendo do grau de aversão a riscos no exterior.

 

(Da Redação com CNN Brasil)

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