Preocupada, representação da categoria de profissionais de Educação mantém posição contrária e anuncia que recorrerá ao Judiciário.

O Sindicato dos Professores e Profissionais de Educação da Rede Pública Municipal de Foz do Iguaçu (SINPREFI) anunciou nesta segunda-feira, 3 de maio, que recorrerá à justiça contra ato unilateral do prefeito Chico Brasileiro. A entidade sustenta que o gestor municipal está colocando em risco alunos, profissionais da educação e os familiares, além de configurar, em tese, crime contra a saúde pública. Mesmo sem vacinação da comunidade escolar, Chico Brasileiro determinou o retorno das aulas presenciais, iniciando com plano-piloto em cinco escolas neste primeiro dia.

Logo pela manhã, as diretoras do SINPREFI, Marli Maraschin de Queiroz e Viviane Jara Benitez estiveram na Escola Municipal Jardim Naipi. Elas conversaram com profissionais da educação escalados para atender os alunos neste projeto-piloto iniciado pela prefeitura e com os professores que deverão cumprir horário de trabalho presencialmente nas unidades escolares a partir de agora e não mais em trabalho remoto. Cinco escolas da rede municipal participam do projeto-piloto.

As dirigentes sindicais conferiram os Equipamentos de Proteção Individual (EPI´s) como máscaras e jalecos, além de verificarem o cumprimento do Protocolo Sanitário de Volta às Aulas Presenciais elaborado por profissionais de diversas áreas, incluindo representantes do sindicato.

AÇÃO JUDICIAL

“Em paralelo, o SINPREFI acionou a assessoria jurídica para que tome medidas judiciais para impedir a volta às aulas presenciais neste momento, já que temos quase 800 mortes no município causadas por COVID-19 e entre os mortos estão 8 educadores municipais”, informou a assessoria do sindicato.

Relatou ainda que em uma transmissão ao vivo na FanPage do SINPREFI, Marli e Viviane relembram os nomes das 7 professoras da ativa que morreram depois da retomada das atividades pedagógicas de forma presencial. O sindicato defende que as aulas presenciais sejam retomadas apenas quando houver possibilidade de vacina para toda a população.

PREFEITURA TENTA ESCONDER OS RISCOS

De uma forma bastante dissimulada, a gestão da educação em Foz do Iguaçu tentou nesta segunda-feira, mostrar uma realidade bem diferente no retorno das aulas. Sobre o início do projeto-piloto, a Secretaria de Educação anunciou por meio de nota da assessoria, que “foi marcado pela tranquilidade de pais e alunos, e organização e segurança nas escolas”. Nesta primeira etapa, as atividades acontecem em cinco instituições de ensino (escolas Josinete Holler, Papa João Paulo I, Jardim Naipi, Osvaldo Cruz e Princesa Isabel) com turmas de primeiros e segundos anos do Ensino Fundamental, mantendo 30% da capacidade das salas.

De acordo com a prefeitura, os protocolos de segurança determinam o uso obrigatório da máscara, a aferição de temperatura na entrada da escola, a higienização com álcool em gel e lavagem frequente das mãos, além do distanciamento de um metro e meio entre os estudantes. Todos os funcionários das escolas receberam jalecos, máscaras no modelo N95 – consideradas padrão-ouro para proteção – e protetores faciais (faceshield).

Caso o Sindicato não consiga barrar na justiça, a prefeitura seguirá com a estratégia de retomar as atividades de forma gradativa nas escolas. Ainda não há previsão de retorno para os CMEIs (Centro Municipal de Educação Infantil). O município tem hoje cerca de 26 mil alunos matriculados em 50 escolas e 41 CMEIs.

EXPERIÊNCIA COM A VIDA DAS PESSOAS

Conforme publicado com exclusividade pelo IGUASSU News, a APP-Sindicato afirma que o prefeito Chico Brasileiro de fazer experiências com a vida das pessoas.

Na opinião do sindicato, não há garantias de segurança sanitária e crianças infectadas, assintomáticas, podem levar o vírus para todos da família dentro de casa.

O presidente de entidade em Foz do Iguaçu, Diego Valdez, disse ao IGUASSU News que o prefeito Chico Brasileiro está fazendo um projeto-piloto com a vida das pessoas. A entidade que representa os servidores da educação pública municipal, vem debatendo o assunto há meses. Após amplo diálogo com as categorias que envolvem o setor, o APP-Sindicato se posiciona totalmente contra a decisão do Governo Municipal.

“O momento é de elevação do numero de casos de Covid. O Secretário de Estado declarou que 70% dos casos são da nova variante, mais nociva e letal, inclusive para jovens. Além disso, não tem leitos infantis para a área da Covid”, declarou. “Isso é fazer projeto piloto com a vida das pessoas. Sem garantia nenhuma”, completou Valdez.

Na opinião do representante das categorias da educação, “não é o momento de retorno. É uma inconsequência do poder público com uma política equivocada de fazer testes colocando em risco a vida das pessoas”. Lembrou que a vacinação está muito aquém do necessário. “Quando falamos em vacinação, não são apenas os professores e sim a vacinação em massa. Crianças assintomáticas vão contaminar as pessoas em casa. Não se deve arriscar a visa das pessoas com essa experiência, sem controle algum”, concluiu.

(Por EJM Assessoria para o IGUASSU News)

By Editor

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