Em março deste ano, mais de 50% das internações por COVID-19 em UTIs no Brasil foram de pessoas com até 40 anos, o que aponta uma piora geral do quadro da doença entre os mais jovens.

Conforme levantamento publicado pelo jornal Folha de São Paulo neste sábado (10), em março o Brasil chegou pela primeira vez a uma maioria de internados por COVID-19 em UTIs com menos de 40 anos. O mês de março foi até agora o mais letal da pandemia no país, com cerca de 66,8 mil mortes.

Ao longo do mês, 52,2% das internações foram de pessoas com menos de 40 anos. Entre dezembro de 2020 e fevereiro deste ano, a taxa era de 44,5%, o que aponta um aumento de 16,5%.

Já as internações das pessoas com 80 anos caíram 42%, sendo que agora este grupo representa 7,8% do total de internados, cerca de metade da proporção vista antes de março. Essa queda é atribuída à vacinação, mas também pela predominância de variantes mais agressivas do vírus SARS-CoV-2, que atinge pessoas jovens com mais gravidade.

Nesse sentido, houve uma piora do quadro geral dos pacientes, sendo que 58,1% das pessoas internadas precisaram de ventilação mecânica. Esse dado aponta um aumento de 40% em relação ao ano passado.

O que também reforça o quadro de piora geral é que até fevereiro deste ano, um terço dos pacientes graves sem comorbidades precisavam de UTI, sendo que a taxa saltou para um a cada quatro pacientes.

Os dados foram colhidos na plataforma UTIs Brasileiras, da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), e trazem informações de 20.865 leitos de tratamento intensivo no país, cerca de 25% do total.

O retrato aponta um agravamento gerla dos casos em meio ao pior momento da pandemia no Brasil. Até agora, o país acumula quase 350 mil mortos por COVID-19, sendo que apenas na sexta-feira (9), cerca de 3,5 mil pessoas morreram.

(Da Redação com Sputnik)

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